Veto dos EUA sobre Arafat animará extremistas, diz ministro

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat, reagiu hoje ao veto dos Estados Unidos à proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU de protegê-lo, ou evitar sua extradição por parte de Israel. ?Não vamos ser atingidos pela resolução de um país ou de outro?, disse Arafat a uma delegação de intelectuais e artistas palestinos que o visitaram em seu quartel. ?Nós somos mais importantes do que quaisquer resoluções?, completou. Já o responsável pelas negociações de paz, Saeb Erekat, disse que ?hoje é um dia negro para as Nações Unidas e para as leis internacionais?. ?Espero que Israel não vá interpretar a resolução como uma licença para matar Arafat?, disse. Também o ministro palestino Yasser Abed Rabbo, advertiu que o veto dos EUA fará com que Washington seja responsável caso aconteça algo a Arafat. ?A decisão dos EUA animará os extremistas não só daqui, mas também de fora da região?, afirmou Rabbo. Mesmo assim, ele disse que os palestinos ampliarão esforços para formar um novo governo e também conseguir um cessar-fogo, com a participação de Israel e também com o apoio dos Estados Unidos.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2003 | 09h32

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