Yuri Gripas/ Reuters
Yuri Gripas/ Reuters

Veto migratório de Trump pode ser substituído neste fim de semana por outro ainda mais restrito

Segundo fontes com conhecimento no assunto, novas restrições irão variar de acordo com cada país; aqueles que vivem nas regiões vetadas poder ser proibidos de viajar para os EUA ou terão de enfrentar exames minuciosos durante o processo de obtenção de visto

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 16h05

WASHINGTON - O veto do presidente dos EUA, Donald Trump, a estrangeiros de seis países de maioria muçulmana pode ser substituído neste fim de semana por outro com restrições ainda mais pontuais, variando de acordo com cada nação, disseram nesta sexta-feira, 22, fontes com conhecimento sobre o assunto.

As novas restrições, que visam prevenir ameaças à segurança dos EUA, podem entrar em vigor no domingo, após o fim dos 90 dias da política de veto original. Apesar de as regras mudarem conforme o país, as pessoas que vivem nas nações vetadas podem ser proibidas de viajar para os EUA ou terão de enfrentar exames minuciosos durante o processo de obtenção de visto.

Como parte da medida, as fontes afirmaram que o Departamento de Segurança Nacional inicialmente identificou mais de seis nações que não estavam cumprindo os padrões de segurança que poderiam bloquear a entrada de terroristas no território americano.

Funcionários do governo notificaram os países vetados que viajar aos EUA poderia ser algo severamente restrito se não aumentassem esses padrões. Não ficou claro quais nações poderiam enfrentar as novas restrições ou exatamente quantas pessoas seriam afetadas.

As fontes ressaltaram que alguns desses países estabeleceram medidas para melhorar a segurança quanto a passaportes e identificar potenciais ameaças terroristas. Essas nações não serão incluídas nas novas restrições, segundo os funcionários.

Em meados de julho, a Suprema Corte dos EUA concedeu uma vitória parcial a Trump ao permitir que ele colocasse em prática restrições ao programa de refugiados, como prevê seu veto migratório. Por outro lado, manteve a decisão de uma corte do Havaí, segundo a qual avós de cidadãos americanos oriundos de seis países muçulmanos devem ser considerados parentes próximos, ao contrário do que queria o governo.

A Corte aceitou a decisão de um juiz do Havaí, Derrick Watson, que determinou que avós, netos e outros parentes de pessoas que moram nos EUA devem ser excluídos do decreto, que impede por 90 dias a entrada de cidadãos de Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen. Dessa forma, mantém a definição de “família próxima” do juiz federal. O veto entrou em vigor no dia 29 de junho. / NYT

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