AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Viagem de Trump a Davos pode ser comprometida caso governo paralise

Apesar da ameaça de paralisação, o vice-presidente americano Mike Pence viajou para o Oriente Médio; enquanto isso, senadores negociam para evitar o chamado 'apagão' do governo

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2018 | 02h29

WASHINGTON - Funcionários da Casa Branca já admitem informalmente a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não poder viajar a Davos, na Suíça, onde ele participaria do Fórum Econômico Mundial, devido à possível paralisação do governo.

++ Eventual paralisação do governo dos EUA é 1º lugar nos trending topics mundiais do Twitter

Ainda que digam que Trump teria permissão para fazer viagens mesmo com o governo parcialmente fechado, a comitiva que o acompanharia poderia estar desfalcada. Até mesmo o tradicional descanso de final de semana no seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, pode estar comprometido.

Na madrugada deste sábado, 20, senadores negociam para evitar a paralisação e republicanos tentam convencer os pares democratas a votarem pela extensão de curto prazo do teto da dívida do país.

Trump planeja participar da reunião anual do Fórum Econômico Mundial na próxima semana, onde discursaria e se encontraria com a primeira-ministra britânica, Theresa May, entre outras autoridades.

Já o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, partiu para uma viagem ao Oriente Médio, apesar da ameaça iminente de uma paralisação do governo federal americano. Pence decolou na noite desta sexta-feira, 19, em um giro pela região, onde passará pelo Egito, Jordânia e Israel. Vale lembrar que o vice americano também assume o papel de presidente do Senado do país.

O gabinete de Pence afirmou que a viagem dele seguiria em frente porque é importante para a segurança nacional e para a diplomacia dos EUA.

Neste sábado, Pence deve se encontrar com o presidente do Egito, Abdel-Fattah el-Sissi, e, no domingo, com o rei Abdullah II, da Jordânia, e, em seguida, ficará dois dias em Israel para reuniões e eventos.

Paralisação. A probabilidade de que haja uma paralisação prolongada do governo dos Estados Unidos em um ano eleitoral no país parece baixa, na avaliação do economista-chefe para EUA da RBC Capital Markets, Tom Porcelli. Ele lembra que o presidente americano, Donald Trump, tem controle sobre grande parte dos eleitores que o apoiaram e que, dos assentos do Senado que foram decididos em menos 10% em 2012, Trump ganhou em seis desses Estados atualmente detidos pelos democratas.

Em nota a clientes, Porcelli comenta que tanto democratas quanto senadores sairiam perdendo com uma paralisação da máquina pública. No entanto, o economista aponta que o "shutdown", termo para se referir à paralisação, não está diretamente relacionado com o teto da dívida, mas sim com o financiamento ao governo. "A falta de aprovação de uma resolução orçamentária de curto prazo não tem relação com o teto da dívida, que mesmo se não for elevado, seria um problema maior somente em março", diz. /AP

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