Viagem do Titanic é revivida por cruzeiro 100 anos após tragédia

São 1.309 passageiros que irão refazer 12 dias da viagem; entre eles estão turistas de 28 países e parentes de vítimas e sobreviventes do naufrágio

EFE,

08 de abril de 2012 | 14h39

O cruzeiro MS Balmoral zarpa neste domingo do porto de Southampton, no sul da Inglaterra, para refazer durante 12 dias a viagem do Titanic, famoso transatlântico que naufragou em 1912 ao se chocar com um iceberg.

  No centenário da tragédia, o Balmoral parte do mesmo porto e com o mesmo número de 1.309 passageiros que o Titanic, que deixou o Reino Unido no dia 10 de abril rumo a Nova York.

 

Entre os passageiros da embarcação que navegará hoje estão turistas de 28 países e parentes de vítimas e sobreviventes do naufrágio, assim como especialistas em sua história e um grupo belga que tocará as mesmas músicas interpretadas pelos violinistas do Titanic na fatídica viagem do início do século XX.

 

Durante o cruzeiro, organizado pela companhia Miles Morgan Travel com um custo por pessoa de até 5.995 libras (R$ 17,3 mil), haverá diversos atos para relembrar a odisseia do Titanic.

Na noite do dia 14 de abril será realizará uma missa no lugar onde aconteceu o choque com o iceberg, e no dia seguinte haverá outra no ponto do oceano Atlântico onde o navio afundou em 15 de abril de 1912.

Além disso, durante a viagem os especialistas, entre eles Philip Littlejohn, neto de um dos sobreviventes e o único parente que mergulhou até o Titanic, darão conferências aos viajantes sobre o transatlântico construído nos estaleiros de Belfast.

Os menus servidos a bordo do Balmoral, operado pela empresa Fred Olsen, são inspirados nos pratos disponíveis na embarcação da linha White Star.

O chef Dirk Helsig, que pesquisou os menus da época, oferecerá no dia 13 de abril um jantar igual ao que degustaram os viajantes do navio naufragado.

Miles Morgan, diretor da agência que planejou o cruzeiro, afirmou que a organização da viagem durou cinco anos até sua realização.

"O tempo todo nós tentamos torná-la autêntica conforme à época e para que seja uma homenagem aos passageiros e à tripulação que perderam suas vidas", disse.

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