Vice americano começa visita ao Brasil

Durante 3 dias, Joe Biden tentará parcerias comerciais e energéticas no Rio e em Brasília; temas de política externa devem ficar de fora

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2013 | 02h03

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, inicia hoje visita de três dias ao Brasil pelo Rio de Janeiro, onde debaterá sobre cooperação tecnológica e inovação com empresários e ONGs. Além de buscar aproximação nas áreas comercial e científica, Biden prepara terreno para a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em outubro.

A tendência é evitar temas de política externa em que não há sintonia, como a guerra na Síria e o programa nuclear do Irã.

A palestra para 600 convidados, no Píer Mauá, será seu único compromisso nos dois dias de permanência no Rio com cobertura de imprensa autorizada.

Sob forte esquema de segurança, Biden visitará amanhã uma das oito favelas pacificadas da Zona Sul. O local não foi divulgado pela assessoria de imprensa do consulado americano. O mais provável é que ele vá ao Morro Dona Marta, primeira favela a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em dezembro de 2008, e local onde a pacificação está mais consolidada. A mulher de Biden, Jill, também visitará um projeto social em uma favela da Zona Sul, na tarde de hoje.

Além de participar do encontro no Píer Mauá, o vice-presidente irá hoje ao Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio, discutir parcerias na área energética. Ali, terá uma reunião com a presidente da Petrobrás, Graça Foster. Ele também encontrará executivos de empresas do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Biden está em viagem de seis dias por três países da América Latina. Ele esteve na Colômbia - onde reforçou apoio ao processo de paz entre a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo - e em Trinidad e Tobago.

Depois do Rio, Biden irá a Brasília, onde se encontrará com Dilma. O descobrimento das reservas petrolíferas do pré-sal, que poderão suprir parte da demanda americana, e o desejo brasileiro de ter acesso à tecnologia dos EUA para explorar o gás de xisto são dois dos assuntos em pauta. / COM EFE

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