Vice de Bush diz que EUA querem deixar o Iraque ´com honra´

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, afirmou nesta quarta-feira, 21, que o Exército americano deixará o Iraque "com honra" somente depois de terminar o serviço de instauração da democracia no país.Mesmo com a enorme impopularidade da "guerra ao terror" promovida pelo presidente George W. Bush, o vice-presidente defendeu o envio de mais 21,5 mil soldados ao Iraque, para reforçar o contingente de militares do plano de segurança em Bagdá e em cidades com alto índice de violência. Depois de uma visita ao imperador Akihito, do Japão, e à imperatriz Michiko, na manhã desta quarta-feira, o vice-presidente americano voou até uma base naval americana no Mar do Japão, ao sul de Tóquio, e fez um pronunciamento para mais de 4 mil militares. "Os EUA não sairão de lá enquanto o serviço (de instauração da democracia no Iraque) não estiver completo", afirmou Cheney.Cheney disse que "os EUA ficarão na ofensiva nesta guerra, e nós queremos voltar pra casa com honra". "Os americanos não suportarão uma política de recuo."Em cerimônia solene com honras militares, o vice-presidente ressaltou que o Japão "é um dos mais próximos aliados dos EUA" e que a relação entre os dois países não poderia estar melhor. "Tóquio e Washington entendem seus deveres", disse, se referindo à impopular guerra do Iraque.Cheney e o vice-chanceler japonês, Yasuhisa Shiozaki, reafirmaram suas intenções de colaboração mútua com o desenvolvimento de defesas antimísseis e o realinhamento de tropas alojadas na base naval no mar do Japão. Os EUA dispõem de 50 mil soldados no país. Ambos os países reafirmaram suas críticas ao programa nuclear da Coréia do Norte, a qual concordou em desligar seus reatores de enriquecimento de urânio este mês. Em troca, EUA e Japão suprirão a demanda energética norte-coreana além de dar outros incentivos comerciais.A Coréia do Norte realizou testes nucleares, em outubro, que foram sentidos da ilha japonesa.O vice-presidente fez breve visita ao país e se encontrou ainda com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Taro Aso.Texto alterado às 13h30 para acréscimo de informações

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