Vice diz que Fidel está presente na vida política de Cuba

O vice-presidente do Conselho de Ministros cubano, Otto Rivero, afirmou neste sábado, 28, que Fidel Castro está "permanentemente" presente na atividade política do país. "Fidel não desapareceu, o temos aí permanentemente, participando das decisões do país", disse Rivero, durante um encontro com a imprensa.O vice-presidente cubano não informou se Fidel Castro reaparecerá em público no desfile organizado em comemoração ao dia 1º de maio, em Havana. Fidel está convalescente há nove meses, em função de uma doença considerada segredo de Estado, e que o obrigou a delegar o poder a seu irmão Raúl Castro.As especulações sobre a possível reaparição de Fidel Castro aumentaram nas últimas horas, depois que o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse, na última sexta à noite, que o comandante reassumirá a Presidência de Cuba na terça-feira."Tenho certeza de que, em 1º de maio, o companheiro Fidel vai se reintegrar, e continuará governando Cuba e a América Latina", afirmou Morales, um dos maiores aliados do país, e que se referiu também à "grande mobilização" convocada na ilha para a data.Segundo Otto Rivero, "vai ser uma mobilização imprescindível, carregada de patriotismo, carregada de valor humano". Para o vice-presidente, as últimas imagens de Fidel Castro, divulgadas pela imprensa da ilha na semana passada, durante uma reunião com uma delegação chinesa de alto nível, representam um sinal "muito grande e encorajador"."Nosso povo ficou muito feliz ao ver um Fidel recuperado. Nas imagens, era visível a mudança e a transformação", disse Rivero, que ressaltou a atitude "coerente e muito digna" e o "espírito de alta responsabilidade" do povo cubano durante a convalescença de Fidel Castro."Deve-se ver que, meses depois da proclamação (de transferência temporária do poder de Fidel Castro), o país transitou e caminhou. Foi posto à prova o valor de nossas instituições, a cultura política de nosso povo e a eficácia com a qual atuamos", acrescentou.Otto Rivero dirige o departamento que administra a chamada "Batalha de Idéias", como ficou conhecida a estratégia adotada por Fidel Castro, em 2000, para exigir aos Estados Unidos a devolução do menino cubano Elián González.Após uma tensa disputa legal, o menino foi devolvido à ilha e a "Batalha de Idéias" foi mantida como um projeto para impulsionar obras vinculadas com os pilares da revolução, como a educação, a saúde e a cultura.Desde o primeiro projeto desenvolvido por esta iniciativa, a chamada "Tribuna Antiimperialista", em frente ao Escritório de Interesse dos Estados Unidos, em Havana, no ano 2000, a "Batalha de Idéias" executou 200 programas e mais de 7 mil obras, segundo dados oficiais.

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