Dan Balilty/AP
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Vice-ministra israelense defende nomeação de colono como embaixador no Brasil

Dilma Rousseff teria se incomodado com a indicação de Dani Dayan em razão de ele ter sido o representante de um movimento rejeitado pela comunidade internacional

O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2015 | 10h02

JERUSALÉM.- A vice-ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotoveli, defendeu a nomeação do ex-dirigente colono Dani Dayan como embaixador no Brasil, depois que este rejeitou extraoficialmente sua designação.

"Dayan é a pessoa correta para representar Israel no Brasil neste momento", afirmou a ministra em um comunicado divulgado aos meios de comunicação.

Ela ainda acrescentou que "sua trajetória pública e sua ideologia devem ser uma vantagem, e não uma desvantagem, quando vai representar a postura do atual governo, que apoia nosso direito de nos assentar em Judeia e Samaria", nomes bíblicos pelos quais Israel chama a Cisjordânia.

A declaração da vice-ministra é a primeira reação oficial do governo israelense a uma informação publicada no domingo dizendo que a presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem na qual rejeita a nomeação de Dayan.

Segundo o jornal Yedioth Ahronoth, Dilma teria se incomodado com a designação do ex-dirigente porque Dayan vive em um assentamento em um território ocupado e foi o representante de um movimento que a comunidade internacional rejeita plenamente.

A mensagem foi enviada através dos canais diplomáticos depois que o governo israelense solicitou a aprovação do brasileiro.

Nascido em Buenos Aires há 59 anos e formado em Finanças, Dayan foi presidente do Conselho Yesha (de assentamentos judaicos na Cisjordânia) entre 2007 e 2013, e esteve envolvido na diplomacia pública israelense dentro e fora do país. /EFE

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