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Vice-premiê do Iraque pede reforço contra EI

Para Saleh al-Mutlaq, coalizão internacional precisa de mais poder de fogo no combate aos extremistas sunitas

DUBAI, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2015 | 02h03

A aliança militar liderada pelos EUA que auxilia as forças do Iraque a combater o grupo radical Estado Islâmico (EI) não está fazendo o suficiente para conter os extremistas, afirmou ontem em Dubai, nos Emirados Árabes, o vice-premiê iraquiano, Saleh al-Mutlaq, pedindo mais poder de fogo para conter a ameaça. No mesmo dia, ataques em Bagdá deixaram 22 mortos, mas não houve confirmação oficial de envolvimento do EI nas ações.

Para Mutlaq, a coalizão "deveria ser mais séria, mais efetiva". "Acho que a intervenção dessa coalizão não é séria o suficiente em comparação com o que vemos da força do Isis", disse o iraquiano, usando a sigla que o grupo adotava antes de se intitular um "califado".

Caças da aliança internacional têm bombardeado posições do EI no Iraque e na Síria nos últimos meses. Os militares americanos afirmaram que, entre o domingo e ontem, as forças aliadas realizaram três ataques. Desde agosto, os EUA realizaram cerca de 900 missões aéreas de combate na região. Na opinião do vice-premiê iraquiano, entretanto, o esforço ainda não é suficiente.

De acordo com o enviado americano para a coalizão, o general John Allen, o Exército iraquiano lançará nas próximas semanas uma ofensiva terrestre contra o EI da qual participarão 12 brigadas treinadas pela aliança internacional. / AP e EFE

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