Vice-premiê iraquiano defende eleições em janeiro

O vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Saleh, disse hoje à BBC que realizar as eleições em janeiro será um "sério desafio", mas insistiu em que elas precisam ser realizadas na data marcada, já que um adiamento poderia provocar "sérias ramificações no processo político" e "sustentar a causa dos terroristas". Políticos muçulmanos sunitas defendem o adiamento das eleições por causa da falta de segurança.Ampliando sua ofensiva para garantir a realização das eleições, tropas iraquianas e americanas prenderam hoje 43 supostos rebeldes na cidade de Mossul, norte do Iraque. O grupo do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi afirmou que matou nessa mesma cidade 17 militares iraquianos e americanos entre quinta e sexta-feira. Não foi possível verificar a autenticidade do comunicado divulgado em um website islâmico.Ataques e mortesEm Samarra, ao norte de Bagdá, a explosão de um carro-bomba matou seis pessoas e feriu outras cinco. O diretor-geral do Ministério da Juventude iraquiano e seu guarda-costas ficaram feridos num ataque contra o comboio em que viajavam na estrada que leva ao Aeroporto Internacional de Bagdá. Dois soldados americanos que acompanhavam o comboio ficaram feridos. Um outro soldado dos EUA morreu num aparente acidente de trânsito ao norte da capital.Dezessete insurgentes foram mortos em confrontos com tropas americanas e iraquianas nas cidades de Latifiya e Mahmoudiya, sul de Bagdá, segundo um porta-voz da polícia do Iraque. A imprensa londrina divulgou que forças britânicas participaram da operação.Outra ocorrência foi um grande incêndio ocorreu hoje no principal oleoduto perto do porto sulista de Basra, depois que contrabandistas teriam rompido o duto para roubar petróleo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.