Vice-presidente boliviano diz que tem déficit de US$ 320 milhões

O Governo boliviano reconheceu hoje que os cofres do Estado apresentam um déficit de US$ 320 milhões, o que lhe impede de aprovar maiores aumentos salariais no país. "O Tesouro Geral da Nação (TGN) tem um déficit de US$ 320 milhões", disse o vice-presidente, Alvaro García Linera, em entrevista coletiva no Palácio de Governo. O vice-presidente deu a entender que por essa razão não se poderá cumprir com o desejo do presidente, Evo Morales, de aumentar pelo menos em 50% o salário mínimo atual de US$ 54,5. Morales tinha anunciado no mês passado, em um discurso perante um congresso de camponeses, que o Governo estudava aumentar o salário mínimo em 50%, mas que seu desejo pessoal era aumentá-lo em 100%. "São esperanças que o presidente teve e que estão se confrontando com a realidade de um TGN que tem um déficit de US$ 320 milhões", afirmou García Linera. O percentual definitivo do aumento será anunciado por Morales na próxima segunda-feira, Dia do Trabalho, junto com outras medidas para os trabalhadores do país. O vice-presidente também disse que, devido ao déficit, não será possível atender à reivindicação de aumento salarial colocada por um setor da Polícia. Ele lembrou que Morales rebaixou seu salário em 57% e que o Parlamento reduziu suas despesas quase à metade com o propósito de destinar esses fundos à criação de mais postos de trabalho em saúde e educação. "Digam-nos onde mais se pode fazer um corte no orçamento e o implementaremos imediatamente, desde que esse corte não afete outro setor", afirmou García Linera aos jornalistas.

Agencia Estado,

30 Abril 2006 | 01h38

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.