Vice-presidente boliviano tenta neutralizar greve da oposição

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, iniciou na quarta-feira as conversas para tentar neutralizar a greve convocada pelos Comitês Cívicos dos departamentos opositores ao governo para sexta-feira. O vice-presidente boliviano se reuniu com os líderes cívicos dos departamentos de La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba e Chuquisaca, no Palácio de Governo. Outros quatro dirigentes recusaram o convite. Aliados aos partidos da oposição, os dirigentes de Santa Cruz, Tarija, Pando e Beni exigem que a Assembléia reconheça o regime autônomo que defendem. As organizações civis pedem a aplicação dos dois terços como método de voto para a aprovação da nova Constituição do país. O governista Movimento Ao Socialismo (MAS) impôs a maioria simples na Assembléia Constituinte. O encontro foi encerrado com a proposta de García Linera de que os Comitês Cívicos sugiram um mecanismo, uma data e um local para discutir suas reivindicações. O vice-presidente sustentou que "a Assembléia Constituinte é um problema dos partidos", que os comitês cívicos "não podem substituir". Para ele, as organizações civis podem propor uma plataforma de diálogo, mas "são os partidos que devem resolver" o conflito na Constituinte. Em Santa Cruz, fontes do comitê cívico informaram que "continuam em andamento" os preparativos para a greve de sexta-feira. O governador de Santa Cruz, Rubén Costas, declarou que a região não entrará "em nenhuma conversa de tolos, porque os sem-vergonhas do Governo pedem diálogo mas se dedicam a atacar os dirigentes regionais eleitos democraticamente".

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