Vice-presidente da Argentina é alvo de nova denúncia

Boudou é acusado por parlamentares da oposição de omitir a declaração de 27 contas bancárias em 2010

Ariel Palacios, Correspondente / Buenos Aires

07 de julho de 2014 | 09h53

BUENOS AIRES - O vice-presidente argentino, Amado Boudou, processado por corrupção ao aceitar subornos para salvar a gráfica Ciccone de multas do fisco argentino, é acusado agora de ter forjado sua declaração de bens em 2010. A nova denúncia foi apresentada por parlamentares opositores.

Segundo a acusação, Boudou omitiu a declaração de 27 contas bancárias. Com isso, sua situação é cada vez mais complicada. Outras investigações, aceleradas recentemente, indicam que Boudou comprou um carro importado Honda com documentos supostamente falsos.

A oposição pede o julgamento político do vice-presidente para que, eventualmente, ele seja removido de seu cargo no Parlamento.

Além do caso Ciccone, Boudou já era alvo de outras seis investigações, entre elas, uma por suposto enriquecimento ilícito. O patrimônio dele aumentou 300% nos últimos seis anos.

O vice-presidente é investigado por tráfico de influência no fornecimento de informações confidenciais a uma consultoria financeira pouco antes da reestruturação da dívida pública em 2010, além do uso de dinheiro dos aposentados estatais para a compra de ações de empresas.

Em meio a essa crise política, a presidente Cristina Kirchner permanece em repouso médico desde a semana passada em razão de uma faringolaringite.

Cristina não deve participar das cerimônias oficiais do dia 9 de julho pela independência argentina e Boudou deveria representá-la, o que ainda não está definido.

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