Secretaria de Comunicação do Equador/AFP
Secretaria de Comunicação do Equador/AFP

Vice-presidente do Equador pede desculpas pelos mortos que não foram recolhidos durante pandemia

No meio da semana, militares e a policiais removeram 150 corpos que estavam nas casas de Guayaquil e não puderam ser enterrados

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2020 | 03h14

QUITO - O vice-presidente do Equador, Otto Sonnenholzner, pediu desculpas no sábado, 4, pelos mortos que ficaram nas ruas e casas da cidade de Guayaquil, a mais atingida pela pandemia do novo coronavírus no país.

"Esta semana sofremos uma forte deterioração de nossa imagem internacional, vimos imagens que nunca deveriam ter acontecido e, por isso, peço desculpas", disse Sonnenholzner em uma rede de rádio e televisão.

No meio da semana, os militares e a polícia removeram 150 corpos que estavam nas casas de Guayaquil, depois do caos ocorrido devido à pandemia de coronavírus que atrasou a transferência de pessoas que morreram por causas diversas.

Sonnenholzner, que chefia o Comitê de Operações de Emergência (COE) utilizados para lidar com a crise na saúde, ofereceu condolências "a todas as famílias que perderam um ente querido nesta semana".

O Equador registrou 3.465 casos de covid-19 neste domingo, incluindo 172 mortes. A província de Guayas, cuja capital é Guayaquil, tem a maior incidência de casos da covid-19 no Equador, com 2.402 infectados e 122 mortes.

Há um toque de recolher de 15 horas no país. "Não podemos deixar de cumprir o toque de recolher e o isolamento", alertou Sonnenholzner. "O maior inimigo deve ser o vírus e não a desobediência."

No dia anterior, o presidente Lenín Moreno relatou que pelo menos 40% dos infectados com coronavírus não cumpriram o isolamento obrigatório e, portanto, ordenou o uso de uma plataforma tecnológica para monitorar os pacientes.

Diante da pandemia, o governo equatoriano declarou estado de emergência, emergência sanitária, suspensão do trabalho presencial e em sala de aula, confinamento de pessoas, restrição de veículos e fechamento de fronteiras. Também ordenou a militarização de Guayas. / AFP

 

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