Governo do Iêmen/Efe
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Vice-presidente do Iêmen anuncia governo de reconciliação nacional

Ministérios foram divididos entre aliados de Ali Abdullah Saleh e membros dos partidos de oposição

Efe

07 de dezembro de 2011 | 15h11

SANAA - O vice-presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur al-Radi, anunciou nesta quarta-feira, 7, o novo governo de reconciliação nacional, liderado pelo líder opositor Mohammed Salem Basandawa, que tem a missão de tirar o país da situação de instabilidade vivida desde janeiro.

 

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Hadi emitiu o decreto da formação do governo, divulgado pela agência estatal de notícias Saba, que indica a distribuição das pastas entre a oposição e o Partido do Congresso Popular Geral (PCPG), do ainda presidente Ali Abdullah Saleh, que assinou em 23 de novembro uma iniciativa que estipula sua renúncia ao poder.

 

Pelo acordo alcançado, o PCPG de Saleh controlará os ministérios das Relações Exteriores, Petróleo e Defesa, enquanto a oposição ficará a cargo das pastas do Interior, Informação e Finanças. O membro do PCPG Abu Bakr al-Qorbi continua à frente do ministério das Relações Exteriores e o general Mohammed Nasser Ahmed como ministro da Defesa.

 

Entre as pastas que correspondem à oposição, Abdul Kader Kahtan, que pertence ao opositor Partido da Reforma Islâmica, ocupará o cargo de ministro do Interior, e Sakhr al-Wayih nas Finanças.

 

No executivo estão incluídos três ministérios de Estado, dois dos quais estarão a cargo da oposição e um do partido de Saleh. Está previsto que o ato de posse dos novos ministros ocorra nesta quinta-feira, mas não foi feito nenhum anúncio confirmando a data do juramento.

 

Em 27 de novembro, o vice-presidente encarregou Basandawa, chefe do Conselho Nacional Opositor, de formar o Governo de reconciliação nacional, uma decisão que se ajusta à iniciativa promovida pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para a transferência pacífica do poder no Iêmen.

 

Este plano, assinado por Saleh após meses de reservas, implica em sua renúncia ao poder no prazo de um mês a partir da assinatura e da convocação de eleições presidenciais, que já foram anunciadas para 21 de fevereiro de 2012.

 

O novo gabinete terá de fazer entre outras tarefas a cessação de todos os atos de violência e dos enfrentamentos entre o Exército iemenita e as milícias tribais e os militares desertores, assim como a abertura de um diálogo com os manifestantes opositores. 

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