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Vice-presidente dos EUA garante que ‘vão agir’ se Irã romper acordo nuclear

Em visita a Israel, Joe Biden diz que EUA tomarão as medidas necessárias caso se confirme que os iranianos lançaram mísseis balísticos a partir de instalações militares

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 11h56

JERUSALÉM - O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, Biden afirmou nesta quarta-feira, 9, que, caso se confirme que o Irã utilizou mísseis balísticos de longo alcance, os EUA tomarão as medidas necessárias.

“Quero reiterar, porque sei que algumas pessoas duvidam, que se eles romperem o acordo, vamos agir”, destacou o vice-presidente, em referência ao acordo nuclear alcançado em julho de 2015.

“No que diz respeito às suas atividades convencionais fora do acordo (...) vamos atuar, e já estamos tentando atuar, cada vez que as detectarmos”, afirmou Biden.

Na terça-feira, o Irã lançou vários mísseis balísticos a partir de instalações militares espalhadas pelo país como parte de um teste, segundo o site oficial da Guarda Revolucionária Islâmica, apesar de recentes sanções dos EUA contra o programa iraniano de mísseis.

O objetivo era "mostrar o poder de dissuasão do Irã e também a capacidade da República Islâmica de confrontar qualquer ameaça à Revolução (Islâmica), ao Estado e à soberania do país", segundo o site.

Biden chegou em Israel na terça-feira para negociar um pacote de ajuda militar ao país aliado, em meio a tensões entre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e a Casa Branca.

O conflito na região vive hoje uma escalada de violência, dentro da onda de ataques que sacodem a região desde outubro de 2015 e que provocaram a morte de 190 palestinos, 30 israelenses e 3 estrangeiros.

A 1 km de distância do local onde Biden se encontrou com o ex-presidente Shimon Peres na terça-feira, um turista americano de 29 anos foi assassinado a facadas por um palestino, morto pelas forças de segurança após ferir outras 10 pessoas. Biden condenou o ataque e afirmou que não existem justificativas para tais atos, além de expressar condolências à família da vítima.

O vice-presidente americano deve se reunir nesta quarta-feira, 9, com Netanyanu e com o presidente de Israel, Reuven Rivlin. Depois, viajará para Ramala para se reunir com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. /AFP e EFE

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