Vice-presidente dos EUA visita Iraque antes da retirada

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou nesta terça-feira a Bagdá para uma visita surpresa de dois dias. Biden visita o Iraque às vésperas do começo da retirada total das tropas norte-americanas do Iraque, prevista para ocorrer até o final de dezembro. A viagem de Biden tem como objetivo lançar as bases para o futuro das relações entre os EUA e o Iraque após a partir dos norte-americanos. Cerca de 13.800 soldados dos EUA ainda permanecem no Iraque mas partirão até 31 de dezembro. No auge da Guerra do Iraque, em meados da década passada, os EUA chegaram a ter 170 mil militares no país.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2011 | 16h44

Pelo menos 4.400 soldados americanos morreram no Iraque a partir da invasão de março de 2003. Outros 32 mil ficaram feridos, muitos mutilados, e a guerra teve um custo estimado em US$ 800 bilhões. Segundo números do governo iraquiano, citando o Ministério da Saúde, mais de 100 mil civis foram mortos e 1,5 milhão tiveram que deixar o país após a invasão dos EUA, por causa dos confrontos sectários entre muçulmanos sunitas e xiitas, além das perseguições contra os cristãos caldeus iraquianos.

Após quase nove anos de guerra, os EUA agora precisarão manter sua posição no Iraque sem a presença dos seus soldados. Mas as vastas reservas petrolíferas iraquianas, uma forte presença diplomática de Washington e a localização estratégica do Iraque no Oriente Médio - entre o Irã, a Turquia e os países árabes - garantem que o interesse dos EUA no país permanecerá alto, mesmo após a saída das tropas.

O embaixador dos EUA no Iraque, James F. Jeffrey, disse que Washington agora avalia como "podemos apoiar o Iraque, particularmente no desenvolvimento das suas capacidades convencionais, e continuar na luta contra o terror. Esta é uma prioridade muito, muito grande para nós. A organização terrorista Al-Qaeda no Iraque ainda é bastante ativa, particularmente no norte, mas ela golpeia ao redor do país", disse Jeffrey.

Na segunda-feira, um suicida dirigiu um carro-bomba contra os portões de uma prisão em uma cidade ao norte de Bagdá, matando pelo menos 19 pessoas. No sábado, um ataque a bomba deixou 15 mortos. Na semana passada, um atentando com três bombas matou 19 pessoas em um mercado popular em Basra, segunda maior cidade iraquiana.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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