Vice-primeiro-ministro pede a Murdoch que reconsidere oferta por 'BSkyB'

Empresário australiano quer comprar todas as ações do canal britânico de tv paga

Efe

11 de julho de 2011 | 11h32

LONDRES - O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, pediu nesta segunda-feira, 11, a Rupert Murdoch que reconsidere sua oferta pela totalidade das ações da emissora "BSkyB", após o escândalo das escutas ilegais do "News of the World".

 

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O vice-primeiro-ministro, segundo explicou à imprensa, pediu a Murdoch que fizesse algo "decente e sensato" e reconsiderasse sua oferta pelo canal pago "BSkyB".

 

 

Clegg fez essas declarações após anunciar que o titular de Cultura, Jeremy Hunt, pedirá a Ofcom, organismo regulador do setor das telecomunicações, assessoria sobre a oferta da News Corporation pelo canal.

 

"Rupert Murdoch está agora em Londres tentando resolver as coisas. O que posso dizer é: 'olhe como o povo se sente com isso, olhe como o país reagiu com repugnância destas revelações", acrescentou o vice-primeiro-ministro.

 

Clegg falou com a imprensa após se reunir nesta segunda-feira com a família de Milly Dowler, a menina assassinada, cujo celular foi grampeado pelo jornal depois que desaparecesse no ano 2002.

 

O político liberal democrata disse que é necessário contar com uma investigação judicial sobre o escândalo porque há uma dívida com a família de Milly Dowler e outras vítimas das escutas.

 

As ações de "BSkyB", que o magnata da imprensa Rupert Murdoch mostrou interesse em adquirir a totalidade, caíram nesta segunda-feira mais de 6% em Londres por causa do caso das escutas.

 

Os títulos do canal se situavam nesta segunda-feira em 700 pence, o número que Murdoch propôs oferecer em julho do ano passado quando manifestou pela primeira vez seu interesse em comprar 100% da participação de "BSkyB", sobre o qual já tem 39%.

 

Hunt pedirá a Ofcom que avalie se os fatos em torno do escândalo das escutas têm um impacto na credibilidade da News Corporation, segundo a imprensa britânica.

 

O escândalo explodiu em 2006 ao descobrirem que alguns jornalistas recorriam supostamente às grampos para interceptar comunicações de famosos, concretamente as mensagens em caixas do correio de voz de telefones celulares.

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