Vice-secretário americano confirma uso de míssil no Iêmen

O vice-secretário da Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, confirmou que a explosão ocorrida domingo no Iêmen, na qual foi morto um suposto líder da rede Al-Qaeda, foi causada por um míssil norte-americano.Em entrevista concedida à CNN no Pentágono, Wolfowitz disse que esta foi "uma operação tática muito bem sucedida". O ataque, ocorrido em uma estrada na província iemenita de Marib, cerca de 100 quilômetros a leste de Sanaa, a capital do país, ocorreu com um míssil Hellfire lançado por um avião Predator, guiado por controle remoto.Além do suposto terrorista Qaed Salim Sinan al-Harethi, morreram outras cinco pessoas que ocupavam o carro atingido pelo míssil."Temos que continuar a pressionar em todos os lugares em que somos capazes de fazê-lo, temos que negar refúgio em todos os lugares em que podemos e temos que pressionar todos os governos que estão dando apoio a essa gente, para que saiam desse negócio", disse Wolfowitz.O ataque foi o primeiro lançado pelos EUA contra um alvo fora do Afeganistão, desde o início da chamada "guerra contra o terrorismo".O governo do Iêmen, considerado um aliado dos EUA nesse conflito, não comentou a ação militar norte-americana em seu território.No México, a ministra do Exterior sueca, Anna Lindh, criticou a operação, dizendo que suspeitos de terrorismo devem ser tratados de acordo com a lei."Se os EUA estão por trás disso, com o consentimento do Iêmen, trata-se de qualquer forma de uma execução sumária que viola os direitos humanos", considerou Lindh à agência de notícias sueca TT. "Se os EUA conduziram o ataque sem a permissão do Iêmen, a questão é ainda pior. Então é uma questão de uso não-autorizado da força".Ele lembrou que "mesmo terroristas têm de ser tratados de acordo com a lei internacional. Caso contrário, qualquer país pode começar a executar aqueles que considera terroristas".

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