Vídeo divide muçulmanos dos EUA

O vídeo com a suposta confissão de Osama bin Laden dividiu organizações e grupos muçulmanos dos Estados Unidos. O chefe do Conselho sobre Relações Islâmico-Americanas de Dearborn, Michigan, Imad Hamad, disse ser "repulsivo" ver Bin Laden falando da tragédia de 11 de setembro como um êxito para o Islã. Já Benjamin Abdul Haqq, da mesquita Masjid Muhammed, de Washington, afirmou que não tomará posição até estudar a fundo o videoteipe.Para o embaixador saudita em Washington, príncipe Bandar bin Sultão bin Abdulaziz, a fita prova, acima de qualquer dúvida, a responsabilidade de Bin Laden nos ataques terroristas contra os Estados Unidos. Segundo o príncipe, a fita mostra a diferença entre quem "perpetra certos atos e o restante de nós muçulmanos".Por outro lado, o presidente da Associação de Estudantes Muçulmanos de Washington, Altaf Hiusain, afirma que não ter "digerido" o vídeo como prova, já que não há certeza de que tudo o que se refere à fita seja genuíno.Husain se pergunta como é possível que Bin Laden esteja tão relaxado (no vídeo) estando sob ataque, e como um homem obcecado pela segurança permitiria a filmagem de uma de suas conversas. "Mesmo dando ao governo o benefício da dúvida, há muitas perguntas em suspenso", afirmou.Leia o especial

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