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Vídeo divulgado nas redes sociais mostra grupo rebelde sírio decapitando jovem de 13 anos

Em uma das gravações, menino aparece sentado na parte de trás de um caminhão ao lado de combatentes que o acusam de ser membro de um grupo palestino que luta ao lado das tropas de Assad

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 12h20

BEIRUTE - Um vídeo divulgado na terça-feira nas redes sociais mostra combatentes rebeldes decapitando um jovem de 13 anos após capturá-lo na região de Alepo, no norte da Síria.

As imagens mostram um jovem deitado na parte de trás de um caminhão e um combatente que começa a decapitá-lo com uma faca. Outro homem grita: "Não deixaremos ninguém em Handarat", onde os rebeldes enfrentam as forças do regime sírio.

Em uma gravação anterior, o jovem aparece sentado na parte de trás de um caminhão ao lado dos combatentes, que o acusam de ser membro das Brigadas Al Qods, grupo palestino que luta ao lado das tropas do regime de Bashar Assad.

"Este é um prisioneiro da Brigada Quds. Eles não possuem mais homens, então nos enviaram crianças hoje", diz um dos homens no vídeo. "Estes são seus cachorros, Bashar, crianças da brigada Quds", afirma outro homem.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) confirmou que a gravação mostra combatentes rebeldes. Segundo o órgão, os combatentes no vídeo pertencem ao movimento islâmico Nour al-Din al-Zinki, grupo rebelde que recebeu apoio militar canalizado pela Turquia, incluindo mísseis TOW, feitos nos Estados Unidos.

Os rebeldes publicaram um comunicado no qual afirmam que a decapitação foi "um erro individual que não representa a política geral" da organização. "As pessoas que cometeram isto foram detidas e entregues" a uma comissão de investigação.

Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH, disse que "o jovem não tinha mais de 13 anos e foi capturado na terça-feira na região de Handarat". A execução "ocorreu em uma zona de Alepo, no bairro de Al Machad". Rahmane não soube dizer se o jovem era palestino ou combatente.

Imagens de um militante cortando a cabeça do menino com uma faca se comparam às maiores brutalidades cometidas pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que matou centenas de prisioneiros na Síria e Iraque nos últimos três anos. / AFP e Reuters

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