REUTERS/Benoit Tessier
REUTERS/Benoit Tessier

Vídeo mostra funcionário nuclear belga na casa de suspeito de ataques em Paris

Autoridades suspeitam que grupo que cometeu os atentados de novembro planejava obter material radioativo para 'bomba suja'

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2016 | 07h00

PARIS — A polícia da Bélgica obteve 10 horas de vídeo que mostram um funcionário belga da área nucelar na casa de um dos suspeitos dos atentados de novembro em Paris, informou o porta-voz da Procuradoria federal da Bélgica, Thierry Werts.

Uma pessoa ligada à investigação, falando sob condição de anonimato, disse que o vídeo indica que a rede terrorista envolvida nos ataques coordenados de 13 de novembro que deixaram 130 mortos também estaria interessada em obter material radioativo para fins terroristas.

Não está claro o motivo da gravação do vídeo, mas uma das teorias é a de que ele seria usado em um plano para sequestrar o funcionário e obter o material radioativo à força, que possivelmente seria usado na fabricação de uma "bomba suja" - detonada com explosivos comuns para espalhar material radioativo em uma determinada área.

A mídia belga, citando fontes ligadas às investigações, disseram que o vídeo foi obtido na casa de Mohamed Bakkali, que foi preso depois dos atentados e está detido acusado de participar de atos terroristas.

Investigadores informaram a agência federal belga de controle nuclear após a descoberta do vídeo, disse Sébastien Berg, porta-voz da agência. "Ampliamos as medidas de segurança em todas as quatro instalações nucleares do país e elevamos o alerta com base nas indicações de que os terroristas de Paris tinham a intenção de fazer algo envolvendo uma das quatro instalações", disse Berg.

O funcionário de alto escalão que foi filmado trabalhava no núcleo de pesquisa em Mol, onde estão depositadas grandes quantidades de lixo radiativo de instalações de energia e hospitais, disse o porta-voz. As autoridades não identificaram o funcionário. / THE NEW YORK TIMES

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