Reprodução; Aleppo Media Center
Reprodução; Aleppo Media Center

Vídeo mostra meninos sírios chorando morte de irmão em bombardeio na Síria

Imagens foram divulgada por ativistas depois de um suposto ataque com barris-explosivos lançados de helicópteros do governo; ao menos 13 pessoas, incluindo 10 crianças, morreram na ação na cidade de Alepo

O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2016 | 11h46

ALEPO - Um vídeo divulgado na quinta-feira 25 por ativistas do Aleppo Media Center (AMC), contrário ao regime de Bashar Assad, mostra o momento em que dois irmãos se reencontram após um bombardeiro na cidade, no norte do país. 

Segundo informações dos ativistas e de médicos que atuam em Alepo, ao menos 13 pessoas - a maioria delas, crianças - morreram no ataque com barris explosivos lançados de helicópteros do governo. Nas imagens (veja abaixo) divulgadas pelo AMC é possível ver dois meninos se abraçando e chorando muito depois de saberem que um outro irmão deles morreu no ataque.

Osama Abo Elezz, um médico que atua parte da cidade controlada pelos rebeldes, afirmou que os barris-bomba foram lançados na quinta no distrito de Bab al-Nayreb, atingindo mais de um edifício. Segundo o relato de Abo Elezz, entre as vítimas estão 10 crianças, incluindo um bebê de dois meses e uma menina de três anos.

O médico afirmou ainda que o número de vítimas pode ser maior, já que equipes de resgate ainda tentavam resgatar pessoas presas nos escombros. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG com base em Londres que monitora o conflito, afirmou que 15 pessoas morreram em Bab al-Nayreb, incluindo 11 crianças e 4 mulheres.

Na semana passada, imagens de um menino de 5 anos chamado Omran, que ficou ferido durante bombardeios também em Alepo, deixaram evidente o drama dos civis que continuam na cidade. Com o rosto coberto de sangue e pó, a criança aparece sentada em uma ambulância após ser resgatada de uma casa atingida no bairro de Al Qatergui.

Ali Daqneesh, de 10 anos, irmão de Omran, morreu em decorrência de ferimentos registrados no mesmo ataque.  "Mais uma morte sem sentido de uma criança na Síria", afirmou a ativista da ONG Save the Children Carolini Anning, em sua conta no Twitter. / COM AP

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