Vídeo mostra violência e prisões em massa em Mianmá

Soldados birmaneses agridem e prendem centenas de participantes dos protestos das últimas semanas

Agências internacionais,

03 de outubro de 2007 | 11h41

Um vídeo da emissora americana CNN mostra as forças de segurança perseguindo e agredindo participantes dos protestos iniciados em agosto e que ganharam força na semana passada.  Veja também:Vídeo da CNN com as imagens  População apóia protesto dos monges Junta militar liberta grupo de mongesUE aprova sanções contra regime militarEntenda a crise e o protesto dos monges Dissidentes cibernéticos driblam censura   Segundo testemunhas, pelo menos oito caminhões cheios de presos saíram do centro de Rangun, epicentro dos protestos das últimas semanas, liderados por monges budistas. A ampla batida aconteceu no centro velho da cidade e se concentrou em residências próximas ao grande pagode de Shwedagon, um dos pontos emblemáticos para os participantes dos protestos pacíficos, reprimidos a tiros e agressões por soldados e policiais na semana passada. Shari Villarosa, embaixadora interina dos Estados Unidos em Mianmá, disse que a polícia militar estava entrando nas casas e retirando as pessoas no meio da noite. Veículos militares patrulhavam as ruas antes do amanhecer. Nos alto-falantes, uma voz avisava: "Nós temos fotografias. Promoveremos prisões". Em uma casa perto do templo de Shwedagon, o mais sagrado deste país profundamente religioso, só sobrou uma menina de 13 anos, que contava que seus pais foram levados. "Eles falaram para a gente não sair correndo, porque eles podem voltar", contou a garota. No meio da noite, a polícia ordenava que as pessoas saíssem às ruas, e várias foram levadas. Até o momento, a junta militar não deu indicações sobre onde estão as pessoas detidas nas últimas duas semanas em Rangun e em outras cidades do país.  O relator da ONU para os Direitos Humanos em Mianmar e jurista brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro, que teve sua entrada no país impedida pelos militares nos últimos três anos, afirmou na terça-feira em Genebra que há milhares de detidos no país

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