Vídeo postado no YouTube faz ataque à candidatura de Hillary

Se o uso da internet na corrida presidencial dos Estados Unidos em 2004 revolucionou por conta da implantação de um sistema de captação de recursos online, agora pode dar um passo ainda maior, tornando-se uma ferramenta para o ataque entre simpatizantes de candidatos rivais. A postulante ao cargo mais poderoso do mundo da vez na mira destes ataques é a senadora Hillary Clinton, que pretende ser a candidata democrata na corrida para a vaga na Casa Branca.Nos últimos dias, mais de um milhão de internautas já viram um vídeo anônimo que, de maneira cáustica, faz um remake do "1984" de Ridley Scott. Postado no YouTube, o vídeo mostra uma mulher com um martelo na mão correndo para quebrar a tela onde estaria o "Big Brother" - no lugar, está Hillary Clinton. Ao final, o vídeo remete ao site da campanha do também democrata, senador Barack Obama.No início desta semana, Obama, rival de Clinton no Partido Democrata, afirmou, durante uma entrevista ao programa de Larry King, na CNN, que sua campanha não tem nada a ver com o vídeo, por mais que tenham tentado vincular o site de seu comitê ao clipe. De acordo com o YouTube, o vídeo foi postado por ParkRidge47.O ataque à campanha de Hillary foi uma polida e sofisticada tirada, ao empregar a metáfora de que um atleta (Obama) vai resgatar o público desacordado das garras do mal (Clinton). Na semana passada, alguém ´menos-polido´ postou outra versão do "1984", colocando Obama no lugar do Big Brother. De acordo com a classificação do público no YouTube, o vídeo de Hillary foi mais popular e recebeu a categoria "quatro estrelas", enquanto o de Obama não foi tão bem recebido.Momentos engraçados não são nenhuma novidade na internet, muito menos nas esquinas virtuais onde os candidatos americanos se cruzam do YouTube. Já foram vítimas de brincadeiras do tipo o ex-senador George Allen, o senador Conrad Burns e, mais recentemente, o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani - que também pretende chegar à Casa Branca, pelo lado republicano.Batalha virtual, resultados reais"Os dias de ficar 100% atento com suas mensagens se foram", afirmou o estrategista democrata Joe Trippi. Para ele, o ciclo de utilização do mundo virtual em campanhas políticas pode trazer resultados muito mais palpáveis. "Eu acredito que veremos um ciclo em que os vídeos na internet poderão ajudar alguém a melhorar seus resultados e fazer outros caírem", disse.Os candidatos estão apostando na falta de barreiras e limites que existe na internet para intensificar seu poder de fogo. De acordo com estrategistas, esta medida pode tomar corpo à medida em que as campanhas vão ganhando espaços em blogs e sites de relacionamentos, como Orkut e MySpace.

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