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Vinte e seis mortos em novo dia de violência no Afeganistão

Homens armados a bordo de uma motocicleta assassinaram dois agentes humanitários ao mesmo tempo em que forças do governo afegão entravam em choque com guerrilheiros supostamente vinculados à milícia fundamentalista islâmica Taleban. Nesta sexta-feira, 26 pessoas morreram em diferentes episódios de violência registrados em todo o Afeganistão, informaram autoridades locais.Enquanto isso, uma declaração atribuída ao mulá Mohamed Omar, líder supremo do Taleban, lamentava a morte do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, líder do grupo extremista Al-Qaeda no Iraque, e prometia manter a luta contra os "cruzados" no Afeganistão. Não foi possível, porém, confirmar a autenticidade da mensagem por escrito.O mais grave episódio de violência do dia ocorreu em Tirin Kot, um distrito da província de Uruzgan onde supostos seguidores do Taleban atacaram um comboio militar na noite de quinta-feira, desencadeando um tiroteio que estendeu-se por três horas e resultou na morte de 13 rebeldes, disse o general Rehmatullah Raufi, comandante regional do Exército. Segundo ele, não houve baixas entre os militares afegãos.Ainda de acordo com Raufi, soldados encontraram documentos de identificação emitidos pelo Paquistão nos bolsos de dois dos 13 mortos. Autoridades afegãs alegam que grande parte dos milicianos rebeldes encontra refúgio no lado paquistanês da escarpada fronteira entre os dois países.Mais 13 pessoas morreram em outros episódios de violência registrados nas últimas 24 horas, inclusive dois afegãos a serviço de uma agência humanitária local em Balkh, no norte do Afeganistão.Mais de 400 pessoas já perderam a vida em episódios de violência registrados nas últimas três semanas, elevando o temor de que a situação se agrave durante os meses de verão no hemisfério norte, quando a neve derrete e os milicianos atravessam os passos bloqueados para promover ataques contra as forças locais de segurança.

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