Vinte mil tailandeses ouvem mensagem de primeiro-ministro

Thaksin Shinawatra foi derrubado por um golpe militar, em setembro de 2006

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Cerca de 20 mil pessoas se reuniram na noite desta sexta-feira, 15, em frente ao palácio real da capital da Tailândia para ouvir uma mensagem gravada pelo primeiro-ministro deposto, Thaksin Shinawatra, derrubado por um golpe militar, em setembro de 2006. Shinawatra afirmou que tinha sido "vítima de perseguição política" e "tratado sem justiça na investigação das acusações de corrupção" que levaram ao congelamento das contas da sua família. "Não me importo de ser perseguido, mas minha mulher e minhas filhas são também vítimas. Jamais pensei que chegassem a esta situação" declarou o ex-primeiro-ministro. Ele acrescentou que gostaria de voltar para a Tailândia e se defender para provar a sua dignidade, mas nunca com a intenção de voltar à política. Shinawatra recomendou a união de todos os partidos políticos em dezembro, para a celebração dos 80 anos do rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej. A Aliança Democrática contra a Ditadura, simpatizante de Thaksin Shinawatra, organizou a manifestação. Jatuporn Phromphan, porta-voz do grupo, afirmou o ex-primeiro-ministro pretendia falar ao vivo de Londres. Mas as autoridades tentaram impedir a divulgação do discurso, e por isso só foi possível emitir a mensagem gravada, que durou uma meia hora. Alguns dos manifestantes, que preferiram manter o anonimato, declararam à Efe que temiam que as forças de segurança tentassem provocar distúrbios. Muitos levavam cartazes com as frases "Democracia Agora" e "ora a Junta". Vendedores ambulantes lucravam com a venda de camisetas com o retrato de Shinawatra. Cerca de 900 policiais vigiaram o protesto.

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