Vinte militares sírios desertam e refugiam-se na Turquia

Entre desertores está um general; fuga ocorre em meio à intensificação dos bombardeios do regime Assad

ANCARA, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2013 | 02h06

Um grupo de 20 soldados sírios, entre eles um general, desertou ontem das forças do regime de Bashar Assad e se refugiou na Turquia, informou um diplomata turco. Os militares desertores e seus parentes, cerca de 40 pessoas, cruzaram a fronteira entre a Síria e a Turquia na localidade de Reyhanli, na província turca de Hatay. Dezenas de oficiais de alto escalão, entre eles 40 generais, encontraram refúgio na Turquia.

Os desertores foram levados para o campo de refugiados de Apaydin, também na Província de Hatay, onde se encontra a grande maioria de militares sírios que desertaram, informou a agência turca Anatolia.

As autoridades turcas rejeitam divulgar um número preciso dos militares sírios que se refugiaram na Turquia e agora integram o Exército Sírio Livre (ESL), que combate as forças de Assad. Na Turquia, há atualmente 150 mil refugiados sírios alojados em vários campos em uma zona fronteiriça com a Síria.

Ainda ontem, a aviação síria atacou os arredores de Damasco. Quatro civis morreram em bombardeios, terrestres e aéreos, lançados em vários subúrbios de Damasco. Vários foguetes caíram no acampamento palestino de Yarmuk (sul), matando uma pessoa, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres.

A aviação síria também bombardeou localidades da Província de Idleb (noroeste), enquanto a artilharia do regime atacava as Províncias de Hama (centro) e de Latakia, sobre a costa, segundo o OSDH.

Também foram registrados bombardeios e violentos combates nas regiões de Homs (centro), Deir Ezzor (leste), Alepo (norte) e Deraa (sul), informou a ONG, acrescentando que, segundo um balanço provisório, 9 pessoas tinham sido mortas ontem em todo o país. Na segunda-feira, 134 pessoas morreram em atos de violência, incluindo 57 civis, 37 soldados e 40 rebeldes, segundo o OSDH. Nos 22 meses de revolta, 45 mil pessoas foram mortas.

Em Alepo, a segunda maior cidade da Síria, o aeroporto internacional foi fechado por causa de ataques dos rebeldes, que controlam grande parte da região e vários bairros da cidade. Um funcionário disse que o aeroporto ficará fechado durante um breve período, enquanto o Exército trabalha para recuperar o controle das áreas próximas, onde muitos rebeldes estabeleceram sua base. / FRANCE PRESSE e REUTERS

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