Violações de trégua na Síria deixam 23 mortos

Observadores dizem que tanques continuam em áreas urbanas e acusam o regime e a oposição de desrespeitar acordo

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2012 | 03h06

Violentos ataques em duas províncias da Síria deixaram ontem ao menos 23 mortos, em meio aos esforços dos observadores da ONU para consolidar um débil cessar-fogo. Um grupo de defesa dos direitos humanos disse que dez civis morreram em um ataque do Exército com granadas de morteiro e tiros de metralhadora na Província de Idlib. O Exército, por sua vez, disse que 12 soldados morreram em um tiroteio com rebeldes na Província de Deir al-Zor.

Segundo a ONU, as forças sírias mataram mais de 9 mil pessoas desde o início do levante contra o presidente Bashar Assad, em março de 2011. Ainda de acordo com a organização, ao menos 34 crianças foram mortas na Síria desde o início do cessar-fogo, em 12 de abril. O governo de Damasco afirma que os rebeldes mataram mais de 2.600 soldados e policiais.

O cessar-fogo negociado pelo enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, levou a uma breve trégua, mas não conseguiu deter o conflito. A falta de financiamento e munição dos rebeldes parece estar intensificando a campanha de bombardeios do regime Assad.

Os 24 observadores da ONU que estão atualmente na Síria - o número deve chegar a 300 - confirmaram que o regime ainda mantém armamento pesado nas áreas urbanas do país e tanto o Exército quanto a oposição têm violado o cessar-fogo. O plano da ONU estipula o fim das hostilidades, a retirada dos tanques das cidades, a libertação das pessoas detidas de forma arbitrária e o início do diálogo, entre outros pontos. / REUTERS e EFE

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