Violência afugenta até as multinacionais do Iraque

A violência no Iraque interrompeu alguns reparos na infra-estrutura e forçou as gigantes Siemens, General Electric (GE) e Bechtel a suspender seus projetos de reconstrução, ameaçando minar o cumprimento da promessa americana de reconstruir o Iraque. Até mesmo uma agência do governo americano que supervisiona alguns projetos de reconstrução foi afetada. Mais de 10% de seus funcionários não-iraquianos estão fora do país. Eles foram enviados para fora do Iraque ou não conseguem retornar ao território ocupado pelo mesmo motivo: a persistente violência.A reconstrução da infra-estrutura é uma condição essencial para o crescimento econômico do Iraque e talvez mostre aos iraquianos algum benefício palpável da ocupação, que por enquanto trouxe apenas instabilidade e violência. Em particular, os iraquianos reclamam do fornecimento esporádico de energia elétrica.Os funcionários da Siemens interromperam o trabalho de recondicionar dois geradores de uma importante usina elétrica ao sul de Bagdá. Os funcionários da GE abandonaram o projeto de construção de uma nova usina na mesma região. Apesar disso, o trabalho de funcionários iraquianos e de outras nacionalidades continua em ambos os canteiros de obras.Porta-vozes dos fornecedores se recusaram a discutir suas operações no Iraque, mas os fechamentos foram confirmados por funcionários do Ministério de Energia do Iraque, pela Autoridade Provisória da Coalizão (nome oficial das forças de ocupação) e por outras empresas que trabalham diretamente com a GE e a Siemens.

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