Violência assusta miss brasileira

A ausência de informações deixou a representante brasileira no Miss Mundo ainda mais apreensiva com o conflito na Nigéria. Em Abuja, a catarinense de Joinville, Taiza Thomsen apelou para o namorado atrás de notícias sobre o massacre. "Acho que não disseram muita coisa para elas justamente para protegê-las", disse Luciano Negherbon, que passou as informações durante dois contatos telefônicos mantidos hoje com a namorada."Claro que ela ficou muito nervosa, mas está bem e acreditoque deverá permanecer na Nigéria até o dia do concurso", dizNegherbon. Taiza telefonou para mãe assim que soube dos rumores do massacre. "Ela estava chorando muito e apavorada porque circulou o boato de que 20 candidatas teriam morrido", conta Angela Maria Thomsen Severina.Para a mãe, Taiza também disse que não "valia a pena" a realização do concurso num ambiente tão confuso. À noite, ajovem tentaria um contato novamente com Joinville. No momento do confronto, as participantes do concurso estavam em um hotel na capital Abuja, distante 360 quilômetros de Kaduna. "Elas estão seguras", atesta o namorado.A participação de Taiza no concurso foi assegurada pela conquista do título de 1ª Princesa no Miss Brasil, realizado noRio, em abril. A vencedora, Joseana Oliveira, ficou com a vagapara a disputa do Miss Universo. O desempenho no Miss Brasilteria rendido ainda para Taiza um convite para o programahumorístico Zorra Total, da Rede Globo.

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