Violência aumenta na República Centro Africana

Os recentes conflitos em Bangui, capital da República Centro Africana, causaram "muitas mortes", informou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, marcando o período de maior violência na cidade desde que a força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram ao país, no último mês.

Estadão Conteúdo

09 de outubro de 2014 | 16h59

A violência prejudica os esforços de ajuda. A organização Médicos Sem Fronteiras disse que a equipe não trabalharia nesta quinta-feira por causa do perigo e a ICRC disse que seus funcionários "sofreram ameaças diretas" quando tentavam reconhecer corpos.

"É verdadeiramente lamentável que tais ações possa prejudicar qualquer tentativa de ajudar os mais necessitados", afirmou Antoine Mbao Bogo, presidente nacional da Cruz Vermelha na República Centro Africana. De acordo com a organização, houve pelo menos 12 mortes nos últimos conflitos.

A violência começou na terça-feira, quando um ex-combatente muçulmano foi morto por milícias cristãs que mutilaram seu corpo antes de queimá-lo, de acordo com testemunhas. Foram realizados atos de represália, com combatentes muçulmanos matando duas pessoas, incluindo um motorista de taxi, de acordo com testemunhas, o que provocou um protesto na região.

Também na quarta-feira, combatentes cristãos apareceram nas ruas armados e atiraram para o alto, afirmou Pieterjan Wouda, do Médicos Sem Fronteiras. "Isso é algo que não vemos há muito tempo", afirmou.

A coalizão rebelde muçulmana Seleka derrubou o presidente François Bozizé em 2013, colocando Michel Djotodia, chefe do grupo, no lugar. Diversos abusos de direitos humanos e níveis de violência crescentes na capital em dezembro de 2013 levara à renúncia de Djotodia. O país é atualmente comandado pela presidente de transição, Catherine Samba-Panza.

Pelo menos 5.000 pessoas morrerem durante os nove meses de conflito no país. O Grupo de Crise Internacional alertou no último mês que a transição estava sob o risco de se desfazer. Fonte: Associated Press.

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