Violência causa quase 30 mortes no Iraque

Homens armados atacaram um microônibus que transportava fiéis xiitas por uma região a nordeste de Bagdá, causando a morte de seis pessoas e ferindo uma mulher, informaram autoridades locais neste sábado, dia 1º. Diversos episódios de violência resultaram na morte de mais 23 pessoas em outras partes do país árabe. Ao sudoeste de Bagdá, um helicóptero militar americano caiu durante uma "patrulha de combate aéreo", informou o comando militar americano. A situação da tripulação é desconhecida. Não há detalhes disponíveis sobre as circunstâncias da queda. Os Estados Unidos já perderam 47 helicópteros militares no Iraque desde maio de 2003. Na província de Anbar, um soldado americano morreu em operações de combate contra supostos rebeldes. Mais de 2.300 soldados americanos já perderam a vida no Iraque desde 20 de março de 2003, quando forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos invadiram o país árabe em busca de armas de destruição em massa - que nunca vieram a ser encontradas. Cenário político No cenário político, líderes sunitas e curdos exigiram, neste sábado, que a maioria xiita no Parlamento retire a indicação de Ibrahim al-Jaafari para primeiro-ministro do Iraque. O impasse com relação ao nome de Jaafari, cuja indicação não agrada aos Estados Unidos, já dura semanas e não há perspectivas que seja solucionado tão cedo. Jornalista Neste sábado, dois dias depois de sua libertação, a jornalista americana Jill Carroll desembarcou na base aérea de Ramstein, Alemanha, a caminho de casa. Ela passou 82 dias em cativeiro no Iraque. Um vídeo colocado na internet pelos seqüestradores da repórter do jornal Christian Science Monitor tem causado polêmica nos EUA. Na fita, ela elogia os rebeldes que combatem o governo iraquiano. Ao ser solta, Jill enalteceu as condições do cativeiro. Como o vídeo foi feito quando ela era refém, o pai da jornalista chegou a dizer que ela estava sob pressão.

Agencia Estado,

01 Abril 2006 | 17h32

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