Violência chega a Manchester e outras cidades britânicas

Cerca de 2 mil jovens entraram em confronto com a polícia; em Londres, detidos são mais de 500

Efe

09 de agosto de 2011 | 19h50

Policiais se preparam para intervir em rebelião na em Manchester

 

LONDRES - Cerca de 2 mil jovens entraram em confronto com a polícia em Manchester, no norte do Reino Unido, informou nesta terça-feira, 9, a rede de notícias BBC. O episódio é o primeiro em grande escala a ocorrer na cidade depois de a onda de violência iniciada na noite de sábado em Londres se espalhar para outras regiões do país.

 

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Os enfrentamentos ocorreram em uma das principais ruas do centro de Manchester. Algumas lojas foram incendiadas e um centro comercial foi saqueado, a exemplo do que ocorreu na capital do país.

 

As cerca de cem pessoas que roubaram as lojas, encapuzadas e mascaradas, levaram eletrodomésticos e pareciam ter organizado a ação, já que havia alguns deles dando ordens e dizendo onde deveriam ir e o que roubar. Depois do incidente, os pubs do centro da cidade fecharam suas portas. O trem também parou de funcionar.

 

De acordo com a BBC, a polícia se preparou para possíveis distúrbios do tipo depois da eclosão da onda de violência tomar conta de Londres. As autoridades monitoraram as redes sociais e detectaram mensagens convocando pessoas para os saques e as rebeliões. Por isso, um jovem foi preso no condado de Essex, no centro do país, por incitar a violência no Facebook.

 

Os distúrbios chegaram até Salford, um bairro afastado de Manchester, onde carros foram incendiados e um grupo de jovens atirou pedras contra a polícia. Além desses episódios, também registraram-se ocorrências em Liverpool, Leeds, Bristol e Birmingham.

 

Em Londres, polícia já prendeu mais de 560 pessoas devido aos distúrbios e mais dezenas em outras cidades. Uma pessoa morreu baleada em Croydon, no sul londrino. A Scotland Yard informou que 111 oficiais, cinco cachorros policiais e 14 civis foram feridos durante os quatro dias de distúrbios.

 

As autoridades ainda anunciaram que reforçaram o policiamento na capital para dispersar novas manifestações - são 16 mil agentes nas ruas, 10 mil a mais que o normal. O primeiro-ministro David Cameron afirmou que os envolvidos na violência "enfrentarão o poder da lei" e reconvocou o Parlamento, que está de férias, para retomar as atividades na quinta-feira.

 

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A onda de violência, iniciada no sábado, teve como estopim a morte de um vigia, baleado por policiais em Tottenham, no norte de Londres. Desde então os distúrbios cresceram e se espalharam, mas políticos e civis alegam que muitas pessoas se juntaram aos tumultos apenas para participar dos saques, no que se tornaram eventos de "vandalismo puro e sem razão".

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