Violência compromete acordo entre israelenses e palestinos

Um tanque israelense abriu fogo neste sábado contra atiradores de pedras palestinos em Nablus, na Cisjordânia. Seis pessoas ficaram feridas. Enquanto isso, na periferia da cidade, soldados israelenses entraram em choque com palestinos quando um grupo pacifista tentou entregar comida aos necessitados. O Exército de Israel alega que uma patrulha foi atacada e por isso o tanque disparou uma bomba na direção de onde veio o tiro. Os militares nada falaram sobre vítimas. Em Jenin, um militante palestino morreu e dois ficaram feridos num tiroteio com soldados israelenses. Um membro das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligada ao movimento político Fatah, de Yasser Arafat, afirmou que os três palestinos abriram fogo contra soldados israelenses que patrulhavam a cidade. Em Tulkarem, uma mulher palestina de 35 anos, suspeita de colaborar com Israel, foi assassinada por um grupo armado. Outra fonte das Brigadas dos Mártires contou que a mulher foi morta "depois de ter confessado o repasse de informações ao serviço secreto israelense". Na Faixa de Gaza, o Exército de Israel demoliu três casas que seriam utilizadas como refúgio por militantes palestinos numa tentativa de infiltração num assentamento judaico. Também neste sábado, o Exército israelense invadiu uma delegacia em Hebron, na Cisjordânia, e prendeu um homem. O detido foi levado por soldados num veículo blindado de transporte de tropas. Segundo testemunhas, ele foi vendado e algemado pelos israelenses. Não há detalhes sobre a identidade do detido. O Exército não comentou o incidente. Acordo Os novos episódios violentos ofuscaram um acordo segundo o qual Israel transferiria aos palestinos o controle da segurança em Belém e na Faixa de Gaza. A implementação do pacto é um teste para que seja amenizada a situação de centenas de milhares de palestinos submetidos a rígidos toques de recolher pelas forças de Israel. Ontem, porém, militares israelenses disseram a The Associated Press que não tinham a intenção de sair de Hebron, onde seria a próxima etapa da retirada na Cisjordânia. Abu Rudeina, conselheiro do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, acusou Israel de não cumprir sua parte removendo bloqueios militares. Quatrocentos pacifistas israelenses e palestinos foram impedidos pelo Exército de ir até Nablus para uma manifestação contra a ocupação dos territórios palestinos e para distribuição de alimentos e remédios à população, que está sob toque de recolher. Vários manifestantes palestinos entraram em choque com soldados de Israel, lançando pedras contra eles. Os militares usaram gás lacrimogêneo. Não houve vítimas.

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