Violência continua no Iraque e EUA pedem ajuda a sauditas

Homens armados invadiram duas casas de muçulmanos xiitas na Província de Diyala, um dos focos da insurgência sunita, na noite de sexta-feira, matando 21 homens na frente de seus parentes, informou a polícia neste Sábado. Aparentemente a ação foi em vingança a ataques xiitas a setores sunitas de Bagdá também na sexta-feira, que deixaram 30 mortos. Enquanto isso, forças de segurança dos EUA alegam ter matado 58 insurgentes durante combate no corte da capital. Em meio ao aumento da violência sectária, o vice-presidente americano, Dick Cheney, chegou hoje à Arábia Saudita em busca da ajuda do rei Abdala para conter a situação no Iraque. Bagdá permanece sob toque de recolher de 24 horas desde quinta-feira, quando um ataque se insurgentes sunitas matou 215 pessoas em Cidade Sadr, o principal distrito xiita da capital, em uma combinação de ataques com carros-bomba e granadas de morteiros. Em meio ao caos e ao fechamento do aeroporto de Bagdá, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, que é curdo, cancelou uma visita ao Irã, onde deveria se encontrar com o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, para discutir a situação de segurança no Iraque. A crise também pode complicar a visita desta semana entre o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki e o presidente americano, George W. Bush, na Jordânia. Políticos ligados ao clérigo radical xiita e anti-EUA Muqtada al-Sadr ameaçaram deixar o governo se Maliki for ao encontro. O bloco político é a principal base de apoio de Maliki e acusa as forças dos EUA de não ter contido os ataques à Cidade Sadr. Cheney, que também deverá discutir com o rei Abdala outras questões regionais, deve pressionar a família real a usar sua considerável influência sobre as tribos sunitas no Iraque para promover a reconciliação com os xiitas e curdos do país. O ataque de sexta-feira à noite teve como alvo membros da tribo xiita al-Sawed no vilarejo de Balad Ruz, 70 quilômetros a nordeste de Bagdá. Os corpos dos 21 homens foram encontrados na manhã deste sábado. A vítima mais jovem tinha 12 anos.

Agencia Estado,

25 Novembro 2006 | 14h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.