Violência contra jornalistas cresceu em 2001

Os jornalistas de todo o mundo sofrerammais detenções, ameaças, ataques e atos de censura em 2001 emcomparação com o ano anterior, informou o grupo defensor dosdireitos da imprensa Repórteres Sem Fronteira. Entre os países latino-americanos, a Colômbia registrou o maior número de ataques contra os jornalistas. Cuba foi responsável pelas maiores restrições à liberdade de imprensa.Em seu informe divulgado ontem, o grupo com sede em Parisrevelou que 489 jornalistas foram detidos em 2001, número 50%maior se comparado com o ano anterior. Até 31 de dezembro, 110 jornalistas permaneciam na prisão, a maioria deles no Irã, Mianmá, China, Eritréia e Nepal.Em 2001, foram assassinados 31 jornalistas, um menos do que em2000. Quase a metade das mortes ocorreu na Ásia, oito delas noAfeganistão, nos eventos ocorridos após os atentados de 11 desetembro contra os Estados Unidos.Os ataques ou ameaças somaram 716 casos, quase 40% a mais emcomparação com o ano anterior. A maior parte destes casosocorreu em Bangladesh, Colômbia e Zimbábue. Os correspondentes estrangeiros foram submetidos a rígidos controles em diversos países, entre eles Zimbábue, Cuba, Libéria e China.

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