Violência deixa 60 mortos na Síria, dizem opositores

A União Europeia disse nesta sexta-feira que vai fornecer um auxílio adicional de 60 milhões de euros em ajuda humanitária para a Síria, alertando que o número de refugiados internos que precisam de assistência já supera 2,5 milhões. Hoje uma moto-bomba explodiu em frente a uma mesquita na capital da Síria, Damasco, matando cinco membros das forças de segurança do governo e deixando várias outras pessoas feridas. Em outra região da cidade, um carro-bomba explodiu próximo dos Ministérios das Comunicações e da Justiça, no bairro de Mazze. Ao redor da Síria, pelo menos 60 pessoas foram mortas nesta sexta-feira, disseram os grupos opositores Observatório Sírio pelos Direitos Humanos e Comitês de Coordenação Local.

AE, Agência Estado

07 de setembro de 2012 | 16h13

O Comitês de Coordenação Local afirmou que tropas sírias dispararam foguetes contra o campo de refugiados palestinos de Yarmouk nos arredores de Damasco, matando e ferindo várias pessoas. A televisão estatal síria confirmou que houve violência em Yarmouk, mas a atribuiu os eventos a "terroristas armados". Segundo a televisão síria, foram os terroristas que mataram dez pessoas disparando foguetes. O Observatório Sírio também reportou que ocorreram muitas detenções na cidade de Tel Chebab, que fica na fronteira com a Jordânia. Na quinta-feira, tropas sírias recapturaram a cidade, onde milhares de refugiados aguardavam para atravessar a fronteira e fugir do país.

Enquanto número de refugiados internos na Síria é estimado em 2,5 milhões, pelo menos 235 mil sírios estão registrados como refugiados na Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque.

Mais cedo, o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos disse que 45 corpos foram encontrados em duas cidades próximas de Damasco. Desse total, 23 vítimas, incluindo mulheres e crianças, foram encontradas na cidade de Zamalka, enquanto outros 22 corpos foram achados em Qatana. A oposição acusa as forças de Assad pelo novo massacre.

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