Violência do narcotráfico ameaça o turismo de Acapulco

O famoso balneário mexicano de Acapulco, que nos anos 50 atraía estrelas de Hollywood, vive atualmente um clima de violência extrema, que afeta inclusive o turismo.O balneário, onde viveu Johnny Weissmuller (o mais famosoTarzan do cinema), tenta recuperar o brilho. Mas o narcotráfico prejudica a sua imagem, tendo causado 600 mortes em 2006.O Governo federal enviou em janeiro tropas mistas de policiais e militares. A resposta, esta semana, foi um massacre de sete pessoas, inclusive cinco policiais. A ação foi interpretada pelas autoridades como uma represália dos traficantes.O prefeito Félix Salgado reconheceu que Acapulco "vive uma má fase" e se comprometeu a garantir a segurança dos moradores e turistas.Fontes da Secretaria de Turismo informaram que o ministrodo setor, Rodolfo Elizondo, vai nesta sexta-feira a Acapulco para se reunir com autoridades e buscar estratégias para manter a tranqüilidade dos turistas."Há grande preocupação com a situação dos visitantesestrangeiros, especialmente os canadenses", disse na quarta-feira Elizondo.Dois canadenses foram feridos a bala na recepção de um hotel. Dias antes, o também canadense Adam de Prisco morreu, supostamente atacado por um empregado de um bar.O governo do Canadá ofereceu na quinta-feira ajuda ao México para melhorar a segurança pública e esclarecer os casos dos turistas canadenses que foram vítimas da violência.Empresários do setor turístico reconhecem os danos à imagem do balneário, que ameaçam afastar os veranistas. As autoridades do estado de Guerrero prometeram reforçar avigilância em Acapulco, para proteger o turismo e resistir à onda de violência. O promotor Eduardo Murueta disse na quinta-feira à imprensa que a medida procura evitar a fuga dos turistas, principalmente os estrangeiros.Acapulco é uma das praias preferidas pelos mexicanos, pelosjovens americanos, que chegam no fim de fevereiro e início de março, e por vários artistas."Vamos redobrar a vigilância e buscar manter o fluxo deturistas", disse o promotor.O problema de Acapulco "pode causar uma grave crise econômica no município", disse à imprensa Carlos Hernández, presidente da Câmara Nacional da Indústria de Restaurantes e Alimentos Condimentados.

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