Violência do narcotráfico no México matou mais de 30 mil desde 2006

Período de janeiro a novembro deste ano foi o mais mortífero, com 12.500 mortes

Associated Press

16 de dezembro de 2010 | 17h14

CIDADE DO MÉXICO - O México informou nesta quinta-feira, 16, que mais de 30 mil pessoas morreram por conta da violência do narcotráfico desde que o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis em 2006.

 

O período de janeiro a novembro de 2010 foi o mais mortífero, segundo o promotor-geral do país, Arturo Chavez. Nesse intervalo, morreram 12.500 pessoas. Em todo o ano de 2009, esse número foi de 9.600.

 

O número exato registrado até o momento é de 30.196. O balanço oficial mais recente até então considerava as mortes de dezembro de 2006 até julho de 2010 e contabilizava 28.228 óbitos.

 

Chavez atribuiu o aumento do número total de mortes aos golpes sofridos pelos cartéis devido às ações do governo, que culminam com a prisão de armas, drogas, bens e dos próprios traficantes.

 

O promotor-geral disse que as ações do governo podem ser vistas pela crescente quantidade de líderes de cartéis detidos ou mortos e também pelas declarações de alguns traficantes, que dizem "não poder passar mais de uma noite no mesmo local" para fugir das autoridades.

 

Na quarta, Ciudad Juárez, um dos municípios mais violentos do país, anunciou ter registrado o 3.000º homicídio do ano. A cidade faz fronteira com El Paso (EUA) e é palco de diversos enfrentamentos entre cartéis.

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