Violência em Bagdá mata 27 iraquianos e 3 norte-americanos

Rebeldes iraquianos mataram três soldados norte-americanos neste domingo na área de Bagdá e dispararam morteiros perto da sede do Ministério da Defesa, no centro da capital. No total, 27 iraquianos foram mortos em incidentes violentos neste domingo, dia marcado pelos primeiros esforços do primeiro-ministro nomeado, Jawad al-Maliki, para formar um gabinete de governo que satisfaça xiitas, sunitas e curdos. Os três soldados norte-americanos foram mortos com a explosão de uma bomba na zona noroeste de Bagdá. As baixas elevaram o número de soldados dos EUA mortos no Iraque neste mês para 61; desde o início da invasão, em março de 2003, 2.389 militares norte-americanos morreram no Iraque. Segundo o tenente Maitham Abdul-Razzaq, da polícia iraquiana, os morteiros disparados perto da sede do Ministério da Defesa mataram sete pessoas. Na zona sul de Bagdá, outro morteiro atingiu uma casa, matando um homem e ferindo duas pessoas de sua família. Num bairro próximo, ocupantes de um carro mataram a tiros uma professora e um mecânico. No bairro sunita de Azamiyah, a polícia encontrou os corpos de seis xiitas amarrados e com sinais de terem sido torturados. Sobre o esforço de Al-Maliki para formar um gabinete, o embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, disse que o próximo governo iraquiano terá que desmobilizar as milícias sectárias e integrá-las às Forças Armadas do país. Para ele, essas milícias são "a infra-estrutura para uma guerra civil". Durante entrevista coletiva que concedeu ao lado do presidente do Iraque, Jalal Talabani, Khalilzad reafirmou seu pedido para que o novo governo seja formado rapidamente e com ministros "competentes".

Agencia Estado,

23 Abril 2006 | 18h44

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