Violência em protestos no Iêmen deixam quatro mortos e 60 feridos

Manifestantes marcham pelo sétimo dia seguido contra o regime do presidente Ali Abdullah Salej

Reuters

17 de fevereiro de 2011 | 21h19

SANAA - Subiu para quatro o número de pessoas mortas nos confrontos entre a polícia e manifestantes anti-governo no Iêmen, informaram fontes hospitalares nesta quinta-feira, 17. Os choques deixaram também cerca de 60 feridos. Houve protestos na capital do país, Sanaa, e na cidade portuária de Áden, no sul do país.

 

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O manifestantes fizeram protestos pelo sétimo dia seguido, inspirados nas revoltas populares que derrubaram ditaduras de décadas na Tunísia e no Egito. Os iemenitas exigem o fim do regime do presidente Ali Abdullah Saleh, que já dura 32 anos. Eles pedem também a melhora da situação econômica no país, um dos mais pobres do Oriente Médio.

 

Cerca de 3 mil pessoas marcharam em Áden, onde ocorreram as quatro mortes. Uma fonte do governo disse que 17 foram feridas a bala. As forças policiais dispararam contra os manifestantes, que gritavam "Não à opressão, não à corrupção, o povo quer o fim do regime". Na capital Sanaa, 40 pessoas ficara feridas quando os seguidores de Saleh - alguns deles armados - investiram contra a multidão de manifestantes.

 

Os manifestantes se dizem furiosos com a corrupção e as altíssimas taxas de desemprego. Um terço da população do país sofre com a fome crônica e 40% da população vive com menos de US$ 2 por dia. O país ainda é terreno fértil para o terrorismo e, embora o governo seja aliado do Ocidente, é frequentemente citado quando o assunto é combate à insurgência.

 

Saleh já tentou algumas medidas para apaziguar os protestos, como o anúncio de que deixará o cargo ao final de seu mandato, em 2013, e a promessa de que seu filho não concorreria. A coalizão de oposição concordou em negociar, mas mesmo assim os protestos continuaram. Assim como no Egito e na Tunísia, os protestos são organizados por jovens e estudantes por meio da internet.

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