Violência entre polícia e manifestantes deixa cinco mortos no Iêmen

Chanceleres dos países do Golfo Pérsico buscam saída para o impasse político do país

Reuters

13 de abril de 2011 | 15h02

SANAA - Forças rivais do Iêmen se enfrentaram na capital Sanaa nesta quarta-feira, 13, deixando duas pessoas mortas, enquanto a oposição aguardava esclarecimentos de mediadores árabes sobre os prazos de uma proposta de transferência dos poderes presidenciais.

 

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Três pessoas morreram em outras regiões do país, incluindo duas pessoas assassinadas na cidade de Aden, ao sul, quando forças tentaram conter um protesto que exigia o fim do governo do presidente Ali Abdullah Saleh, há 32 anos no poder, disseram testemunhas.

 

Chanceleres árabes de países do Golfo afirmam que convidarão Saleh e seus oponentes para mediar uma transferência de poder no Iêmen para encerrar um impasse após dois meses de protestos nas ruas. A oposição inicialmente rejeitou o plano, mas se reuniu com embaixadores de Arábia Saudita, Kuwait e Omã na terça-feira para obter esclarecimentos em relação à proposta.

 

 

Fontes da oposição disseram esperar uma resposta dos países na quarta-feira em prazos e detalhes do plano, e poderiam responder imediatamente. Um fonte da oposição disse que as conversas poderão ser iniciadas já no sábado em Riad.

Em Sanaa, a tensão seguiu alta perto do acampamento de um importante general do Exército, Ali Mohsen, que desertou do presidente e cujas forças protegem milhares de manifestantes anti-Saleh perto da universidade de Sanaa.

"Forças centrais de segurança enfrentaram forças da primeira divisão armada, e dois soldados foram mortos enquanto outros quatro estão em condição crítica", disse uma fonte militar. Um dos mortos compunha a força de Mohesen, e o outro era do lado do governo.

Uma fonte próxima às forças de Mohsen disse que as forças de segurança pró-Saleh usaram lançadores de granadas e rifles contra soldados de Mohsen que implantaram um posto de controle em uma estrada que leva à zona de protesto.

As forças de Mohsen revidaram e enfrentaram as forças do governo por uma hora antes da retirada das forças de Saleh, deixando intacto o posto de controle, disse a fonte próxima a Mohsen. Um porta-voz do Ministério do Interior acusou as forças de Mohsen de iniciarem a violência.

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