Violência étnica mata ao menos 27 no centro da Nigéria

Confrontos entre grupos étnicos rivais no centro da Nigéria mataram pelo menos 27 pessoas nesta quarta-feira, disseram testemunhas, em uma região que cobre o sul de maioria cristã e a maior parte do norte muçulmano que é propensa a agitação civil.

Reuters

27 de março de 2013 | 15h34

Testemunhas disseram que vaqueiros Fulani armados atacaram as aldeias de Da Jak e Attakar no Estado de Plateau nas primeiras horas do dia, abrindo fogo contra os moradores com metralhadoras e incendiando as casas.

"Eles chegaram durante a noite e atacaram o vilarejo. Eles atiravam nas pessoas, apenas matando, e queimaram as casas", disse o morador Dung Sati à Reuters. "Muitos de meus parentes estão longe porque agora estão desabrigados".

Quando ele voltou, contou 27 corpos, ele disse. Outra testemunha que fugiu do local do ataque, Pam Samuel, disse por telefone que havia 28 corpos quando ele retornou.

O Exército não quis comentar, mas um parlamentar do Estado de Plateau, Daniel Dem, disse à Reuters que dezenas foram mortos.

A Nigéria, a nação mais populosa da África e a maior produtora de petróleo, tem uma população quase igual de cristãos e muçulmanos, e mais de 200 grupos étnicos que costumam viver lado a lado em paz.

Mas às vezes surgem conflitos no Plateau e em outras partes do "Cinturão do Meio". O Estado de Plateau em particular vem sofrendo há décadas da violência relacionada a disputas de terra entre os Fulani, criadores de gado seminômades, e os fazendeiros Berom.

(Reportagem de Buhari Bello e Isaac Abrak)

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