Violência étnica matou 3 mil no Sudão do Sul

Mais de 3 mil pessoas morreram em confrontos étnicos na semana passada no Estado de Jonglei, no Sudão do Sul, disse ontem o governo do país, que se separou do Sudão em julho. A onda de violência começou após 6 mil jovens armados da tribo lu nuer marcharem até o povoado de Pibor, da etnia murle, a quem acusam de ter-lhes roubado gado.

JUBA, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h02

"Segundo nosso levantamento, até agora morreram 2.182 mulheres e crianças e 959 homens", disse o chefe da administração local de Pibor, Joshua Konyi. O número não foi confirmado por outras fontes. A ONU estima que "centenas" de pessoas podem ter morrido nos confrontos.

O Exército do país teve de intervir na região para pôr fim ao conflito entre as duas tribos, que há dois anos brigam por causa de disputas por gado. "Houve vítimas, mas não temos os dados ainda", disse o ministro da Informação do Estado de Jonglei, Isaac Ajiba.

O porta-voz do Exército, Philip Aguer, declarou que é cedo para contabilizar o número total de mortos. "É necessário ir até as aldeias para recolher e contar os cadáveres para que o balanço seja verossímil", afirmou. Ao menos 50 mil pessoas afetadas pela onda de violência precisam de ajuda humanitária.

Ajuda. Ontem, a Casa Branca anunciou que o governo do Sudão do Sul está apto a receber ajuda militar dos EUA. O memorando foi assinado pelo presidente Barack Obama. A decisão, no entanto, não significa que haverá reforço militar imediato. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.