Violência foi menor que em outras eleições

No entanto, 16 morreram, entre policiais, soldados e guerrilheiros. Também foram apreendidas 74 bombas caseiras

, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2010 | 00h00

BOGOTÁ

Apesar da aparente calma na votação observada em Bogotá, outras regiões do país registraram alguns episódios de violência. Pelo menos seis guerrilheiros, sete policiais e três soldados morreram ontem em confrontos. Segundo o governo, seis rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram após a Força Aérea bombardear um acampamento do grupo guerrilheiro no Departamento (Estado) de Meta, no sudoeste do país.

A região é considerada estratégica para o cultivo da folha de coca e para a produção de cocaína. Outro ataque das Farc contra uma patrulha do Exército que transportava material eleitoral na mesma área deixou três soldados mortos.

Em um incidente separado, sete policiais morreram em um ataque contra o veículo que os transportava perto da fronteira com a Venezuela. Segundo o governo do Departamento de Norte de Santander, oito policiais que estavam no mesmo comboio desapareceram depois do ataque, atribuído a integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Em um isolado povoado da mesma região, guerrilheiros queimaram material eleitoral, prejudicando a votação.

A violência, no entanto, foi menor do que em outras eleições e o ministro da Defesa, Gabriel Silva, afirmou que o processo é o mais pacífico e tranquilo em três décadas - em grande parte, graças aos cerca de 350 mil militares que foram mobilizados para cuidar da segurança durante o segundo turno.

O ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia, ressaltou o "clima de tranquilidade" geral no país, "apesar de algumas escaramuças" e de uma torre de energia ter sido derruba em Nariño, supostamente por rebeldes. Valencia destacou que, comparadas com outras ocasiões, houve 50% de aumento da tranquilidade.

Militares colombianos apreenderam na noite de sábado 74 explosivos artesanais que, segundo afirmaram, seriam usados pelas Farc para sabotar as eleições em Cali e outras regiões. Pelo menos 300 centros de votação tiveram de ser mudados de lugar por ameaças. / R. M.

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