Violência gera mais de 80 mil refugiados no Iraque

O governo do Iraque afirmou que a violência sectária e a intimidação praticada por diferentes grupos obrigaram cerca de 80 mil pessoas a abandonar suas casas nos últimos meses. O ministro responsável por pessoas desalojadas, Suhaila Abed Jaafar, disse à BBC que inicialmente eram apenas as famílias xiitas que vinham deixando suas residências, porém um número cada vez maior de sunitas tem abandonado suas casas por medo de morrer.Os números divulgados nesta segunda-feira revelam um aumento de 15 mil pessoas em relação aos dados publicados pelo governo iraquiano no mês passado.A maioria das pessoas que estão fugindo de suas casas é de moradores de Bagdá e das proximidades da capital iraquiana. O êxodo se intensificou a partir da explosão de um dos templos mais sagrados para os xiitas, em Samarra, em fevereiro. O incidente gerou hostilidades entre xiitas e sunitas e resultou na morte de centenas de pessoas.IntimidaçõesAs pessoas estão saindo dos lugares em que moravam por causa de violência, intimidação ou simplesmente por medo de serem atacadas. De acordo com os dados fornecidos à BBC, no final de março, o número de desalojados era de 30 mil. Em abril esse número passou para 65 mil.Centenas de sunitas do sul do Iraque, onde a população é majoritariamente xiita, têm se mudando para áreas predominantemente sunitas, como Fallujah, a oeste de Bagdá.Uma forma comum de intimidação é a feita por telefone celular, seja com mensagens ameaçadoras ou até com vídeos violentos filmados com câmeras embutidas nos telefones.Um dos vídeos mostrava um homem sunita que entrou numa área predominantemente xiita de Bagdá ser espancado e morto por um grupo vestido de preto.O material foi enviado a sunitas com uma mensagem dizendo que a pessoa será submetida à mesma coisa caso se arrisque a entrar naquela parte da cidade.

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