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Violência marca eleições na Caxemira indiana

Índia realiza a 4ª etapa da votação; 95 milhões dos mais de 700 mi de eleitores participaram do pleito nesta 5ª

Agência Estado e Associated Press,

07 Maio 2009 | 09h00

Uma multidão de manifestantes entrou em confronto com tropas do governo na principal cidade da Caxemira indiana nesta quinta-feira, 7, quando os moradores foram às urnas na disputada região do Himalaia, na capital e também em outros importantes Estados do país, em eleições parlamentares com um mês de duração.

 

Cerca de 95 milhões de pessoas têm o direito a votar na fase do pleito realizada nesta quinta, que vai escolher os ocupantes de 85 assentos dos 543 da Câmara Baixa do Parlamento. Em todo o país são mais de 700 milhões eleitores. As autoridades dividiram o pleito por razões de logística e de segurança.

 

Milhares de soldados usando coletes a prova de balas e carregando rifles de assalto patrulharam as ruas e faziam a segurança dos locais de votação na cidade de Srinagar, na Caxemira, em meio a chamados dos separatistas para um boicote às eleições e uma greve geral. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar pelo menos um grupo de manifestantes que atiravam pedras, disse Prabhakar Tripathy, porta-voz da Força Policial da Reserva Central. Os manifestantes gritavam slogans contra as eleições e o governo indiano.

 

Sentimentos contrários à Índia são comuns na Caxemira, predominantemente muçulmana, onde a maioria das pessoas é favorável à independência da Índia ou a uma fusão com o Paquistão. A Caxemira é dividida entre os dois países que possuem armas nucleares e já travaram duas guerras pelo território.

 

Uma pessoa foi morta em Bengala Ocidental, um importante Estado do leste onde 17 parlamentares serão escolhidos nesta quinta-feira. Também ocorreram episódios de violência no distrito de Murshidabad, a 150 quilômetros ao norte da capital do Estado, Calcutá, disse o inspetor-geral de polícia Raj Kanojia said. Não há detalhes disponíveis sobre o caso.

 

Em Uttar Pradesh, o maior e politicamente mais importante Estado, forças de segurança e paramilitares espalharam-se por áreas mais sensíveis, informou o diretor-geral suplementar de polícia Brij Lal. A última etapa da eleição será realizada em 13 de maio. Os resultados do pleito, que vai usar mais de 1.300 urnas eletrônicas em 828.804 locais de votação, devem ser divulgados no dia 16 de maio. De acordo com a Constituição, um novo Parlamento deve ser empossado até 2 de junho.

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