Violência marca protestos contra o governo no Paquistão

O líder da oposição no Paquistão Nawaz Sharif desafiou a prisão domiciliar hoje e liderou uma comboio contra o governo em direção a capital protegida por barreiras.

AE-AP, Agencia Estado

15 de março de 2009 | 19h43

Mais cedo, os apoiadores de Sharif entraram em choque com policiais na cidade de Lahore, no leste, um teste do que poderia acontecer se as autoridades cumprissem sua promessa de não permitir que ele e outros manifestantes contrários ao governo de entrarem em Islamabad.

A disputa de poder entre o presidente Asif Ali Zardari e o ex-primeiro-ministro Sharif ameaça paralisar o governo de apenas um ano e, o que seria alarmante para os EUA, distrairia o país nuclear de seu combate contra o Taleban e os militantes da Al-Qaeda que operam ao longo da fronteira com o Afeganistão.

Uma crise prolongada pode levar a antecipação das eleições ou forçar Zardari a renunciar. Sharif e os partidos islâmicos estariam bem posicionados para lucrar de qualquer eleição antecipada, considerando o descontentamento popular com o partido de Zardari.

O porta-voz de Zardari disse na noite de hoje que o presidente não tinha intenção de renunciar, enquanto o ministro de Informação repetiu ofertas anteriores de negociações para acabar com o impasse. "Queremos tirar a nação desta situação o mais rápido, este estado de instabilidade e incerteza", disse o ministro de Informação, Qamar Zaman.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistãoviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.