Violência mata 140 no Sudão do sul, diz Exército

Dois dias de confrontos no Sudão do Sul entre o Exército local e uma facção rebelde já deixaram 140 mortos, a maioria civis. Um ex-alto integrante do Exército do Sul, que se rebelou contra o governo sulista após as eleições de abril, rompeu o cessar-fogo ao atacar as cidades de Fangak e Dor na última quarta-feira, informou o coronel Philip Aguer, porta-voz do Exército do Sul.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 14h12

As tropas do comandante George Athor capturaram Fangak na quarta-feira e os combates continuaram durante o dia seguinte, até a área ser retomada pelo Exército, disse Aguer. Não há relatos de novos confrontos hoje. Aguer disse que 89 civis foram mortos nas duas cidades, além de 20 soldados e policiais do Sul. Segundo ele, 30 dos homens de Athor também morreram.

Em setembro, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, ofereceu anistia a Athor e vários outros homens que iniciaram um levante contra o governo. Em 5 de janeiro, quatro dias antes do referendo sobre a independência do sul do país, Athor firmou um cessar-fogo com o Exército, no que parecia ser o fim a uma das maiores ameaças de segurança ao sul sudanês.

A opção pela independência venceu com folga o referendo, segundo os resultados finais divulgados esta semana. O sul do Sudão deve se tornar a mais nova nação do mundo em julho. A votação foi o ponto alto de um acordo de paz de 2005, que acabou com mais de duas décadas de guerras entre o norte e o sul do país. As informações são da Associated Press.

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